TRADUÇÃO DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA
METODOLOGIA DE TRADUÇÃO
Equivalência ou Correspondência Formal. Os aspectos lexicais, morfológicos e sintácticos da língua de origem são reproduzidos na linguagem do receptor. É, assim, uma tradução literalista, embora Almeida tenha dado provas de ser um formalista funcional e pragmático. CÂNONE 39 livros do Antigo Testamento e 27 livros do Novo Testamento. TEXTO-BASE
O Antigo Testamento deve ter sido obtido com recurso ao hebraico, mas com consulta a outras traduções e versões já existentes, quer antigas – como a Vulgata Latina – quer dos textos em vernáculo noutras línguas. O Novo Testamento foi traduzido com base no Textus Receptus (grego), mas com forte influência do texto latino e das mais recentes traduções para a época – espanhol, alemão, holandês, italiano, francês, etc. FASES DE TRADUÇÃO / EDIÇÃO
Começou por ser traduzido em primeiro lugar o Novo Testamento a partir do castelhano. Mais tarde, Almeida recomeçou a tradução a qual deverá ter ficado completa em 1654 (apenas em manuscrito). O primeiro Novo Testamento completo foi publicado em 1681. Entretanto, em 1691 (data da morte de Almeida) 90% do Antigo Testamento já se encontrava traduzido. O I Tomo do Antigo Testamento foi publicado em 1748 e o II Tomo em 1753.
PÚBLICO-ALVO
O grande objectivo de Almeida era dotar os falantes da língua portuguesa de uma tradução da Bíblia. Tendo em conta a sua ausência do país, Almeida acabou por produzir um texto mais orientado para as zonas de influência portuguesa no Extremo Oriente, onde o português era usado como língua franca.
VERSÕES Devido às sucessivas revisões efectuadas ao longo dos séculos, o texto de Almeida apresenta-se bastante modificado em relação ao original. Hoje em dia, publica-se uma versão em Portugal – a Edição Revista e Corrigida de 1898 (actualizada em 1968 e 2001) – e seis outras versões no Brasil, duas das quais da responsabilidade da Sociedade Bíblica daquele país – a Edição Revista e Corrigida (1995) e a Edição de Revista e Actualizada (1993).
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