APROXIMAÇÃO DE DOIS IDEAIS
A experiência conferida por mais de três décadas de utilização dos princípios de equivalência dinâmica inicialmente desenvolvidos por Nida é certamente um rico manancial para potenciar novos desenvolvimentos nesta metodologia e na sua aplicação em novas traduções ou em revisões das traduções já existentes. Apesar de muitas das críticas dos eruditos a este método terem perdido progressivamente significado, é ao mesmo tempo verdade que a tendência da actualidade se reflecte num maior equilíbrio entre os pratos da balança de que anteriormente falámos; ou seja, se bem que se tenham assumido os princípios da equivalência dinâmica de uma forma mais ou menos definitiva, os tradutores também têm procurado ser mais justos em relação aos aspectos formais e estruturais do texto.
De Blois vê esta aproximação baseada em vários factores, que sumariza em quatro pontos. Em primeiro lugar, parece óbvio assumir que os princípios gerais de tradução em equivalência dinâmica são válidos e por isso devem ser usados para todas as traduções. Em segundo lugar, as traduções em equivalência formal têm continuado a ser usadas num número significativo de línguas, mas em paralelo com traduções modernas. Em terceiro lugar, nota-se cada vez mais uma abertura generalizada em relação à necessidade de comunicar uma mensagem relevante, sem deixar de reconhecer a forma e a estrutura do texto original. Em quarto lugar, tem-se assistido em muitos países ao unir de esforços entre igrejas geralmente mais conservadoras na sua preferência por traduções em equivalência formal, com as Sociedades Bíblicas nacionais, no sentido de juntos trabalharem na produção de traduções contemporâneas das Escrituras.
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